08/06/2013

Pausa - Moacyr Scliar Conto


Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:

— Vais sair de novo, Samuel?

Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.

— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.

— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente

Ela olhou os sanduíches:

— Por que não vens almoçar?

— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.

A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:

— Volto de noite.

As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.

Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:

- Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...

- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.

- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.

Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:

- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.

Ofegante Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.

Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata.
Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.

Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.

Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.

- Já vai, seu Isidoro?

- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.

- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.

- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.

- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.

Samuel saiu.

Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

Locução adjetiva




Diga quais são os adjetivos referentes a cada locução adjetiva: 

1. semblante de anjo - _______________________
2. comida sem sal - __________________________
3. indústria de tecido - ______________________
4. programa da tarde - ______________________
5. faixa de idade - ___________________________
6. dor de garganta - _________________________
7. dor de estômago - ________________________
8. água da chuva - __________________________
9. exposição de selos - ______________________
10. prato de vidro - _________________________

Resposta: 

1. angelical 2. insosso 3. têxtil 4. vespertino 5. etária 6. gutural 7. estomacal 8. pluvial 9. filatélica 10. vítreo

03/06/2013

EJA - TRABALHO DE PORTUGUÊS 2ºs Termos B/C/D/E

TRABALHO DE LÍNGUA PORTUGUESA

 Procure um artigo de opinião em jornais e revistas, na internet e no livro didático, cole no trabalho

  1.   Qual é o título do artigo?
  2.  Identifique a fonte onde o encontrou.
  3.  O título do texto é apropriado, ou seja, ele sintetiza o assunto discutido?
  4. Qual é a questão polêmica apresentada? (descreva)
  5.  Os argumentos presentes são adequados para defender essa questão? (descreva os argumentos)
  6.   Faça uma conclusão ( o que entendeu sobre o texto)


      (Entrega até 3 de Junho de 2013) 

EJA - 3ºS TERMOS- ROTEIRO PARA O TRABALHO DE INGLÊS





ROTEIRO PARA O TRABALHO DE INGLÊS
1)       CAPA
2)       FAZER UM RESUMO DO TEXTO
3)       COPIAR AS PERGUNTAS EM INGLÊS E RESPONDER
4)       O QUE APRENDEU DAS AULAS DE INGLÊS?
5)       FAÇA UMA AVALIAÇÃO DO PROFESSOR.

WRITE (T)   (TUE)   OR  ( F)   (FALSE):

[   ]  THERE WERE TWO GUYS ON A BUS.
[ ] ONE GUY SAID TO THE OTHER: SEE THAT POLICEMAN STANDING AT THE DOOR.
[   ] ONE GUY ASKED: WHAT DID YOU HAVE FOR DINNER TEN YEARS AGO?.
[   ]  THE INDIAN SAID: EGGS.
[   ]  THE GUY BELIEVED THE INDIAN.
[   ] TEN YEARS LATER THE GUY SPOTTED THE SAME INDIAN.
[   ] THE MAN ASKED : "HOW"? AND THE INDIAN REPLIED: " SCRAMBLED".



ANSWER THESE QUESTIONS:
1)       HOW MANY GUYS  WERE TALKING  ON A TRAIN?
2)       WHO WAS STANDING ON THE CORNER?
3)       WHAT WAS THE FIRST QUESTION TO THE INDIAN?
4)       WHAT WAS THE SECOND QUESTION TO THE INDIAN, TEN YEARS LATER?
5)       DID THE INDIAN HAVE A GOOD MEMORY?
6)       DO YOU ( VOCÊ ALUNO) BELIEVE THIS STORY?
7)       HOW DO ( VOCÊ ALUNO)  YOU LIKE EGGS? SCRAMBLED OR BOILED?


Entrega até3 de Junho de 2013