18/07/2013

Gentileza pode mudar seu destino!



Conta-se uma história de um empregado em um frigorífico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorífica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu,  todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem daqui todos os dias, e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e  se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse "Bom dia" quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isso o procurei e o encontrei...
Nossos atos podem mudar nosso destino.

História de sabedoria e humildade



Perto de Tóquio vivia um grande samurai: já idoso, adorava ensinar
sua filosofia para os jovens. 
Apesar da sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar
qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos
apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação;
esperava que o seu adversário fizesse o primeiro movimento e
dotado de uma agilidade privilegiada contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta e conhecendo
a reputação do velho samurai estava ali para desafiá-lo,
aumentando a sua fama de vencedor.
Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho
aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade e o jovem
começou a insultar o mestre. Chutou algumas pedras em sua direção,
cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu
impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado
o impetuoso guerreiro se retirou.
Desapontados pelo fato do mestre não ter reagido a tantos insultos
e provocações, os alunos perguntaram:
– Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não
usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a
luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
– Se alguém chega até você com um presente
e você não o aceita, a quem pertence o presente? 
Perguntou o velho samurai aos seus discípulos.
– A quem tentou entregá-lo, senhor! – responderam.
– O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos! –
disse o mestre.
– Quando não são aceitos, continua pertencendo
a quem os carrega consigo!

Os 3 últimos desejos de ALEXANDRE, O GRANDE


                    Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 -) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 -) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus  tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 -) Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos,  perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1 -) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão  para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 -) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 -) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.





14/07/2013

Os protestos e a língua portuguesa

Em primeiro lugar, é preciso observar que o que se vê nas situações de espontaneidade é alíngua viva, com a sua gramática, que nem sempre coincide com a norma culta (de prestígio) do idioma. Não há como (nem por que) cobrar o emprego da variante culta no calor das manifestações.
Nos ambientes formais, porém, a história é outra. O repórter que disse que a polícia "interviu" cometeu um desvio do padrão culto que, aliás, está entre os mais comuns, inclusive entre pessoas escolarizadas. O que fez foi regularizar um verbo irregular. Como o passado de "partir" é "partiu", o de "cair" é "caiu", o de "construir" é "construiu", o "natural" seria que o de "intervir" fosse "interviu". Ocorre, entretanto, que "intervir" é derivado de um verbo irregular, o verbo "vir", cujo passado é "veio" – por esse motivo, o passado de "intervir" é "interveio".
É provável que concorra para a permanência da irregularidade o fato de que "viu" é o passado de outro verbo ("ver") – e, portanto, a terminação de passado dos seus derivados ("previu", "anteviu" etc.). Estabelece-se, assim, uma oposição: os derivados de "vir" têm o passado terminado em "-veio" (interveio, adveio, proveio) e os derivados de "ver", estes sim, têm o passado terminado em "-viu" (previu, anteviu, reviu).
E atenção: nem todos os verbos terminados em "-ver" são derivados de "ver". "Escrever", "descrever", "absorver" e muitos outros são verbos regulares (escreveu, descreveu, absorveuetc.).
Outra reclamação dos internautas foi o clamor de muitas vozes que, em uníssono, repetiam a palavra "conhecidência" em vez de "coincidência". Esse já não é um desvio tão comum entre as camadas mais escolarizadas. "Coincidir" é incidir ao mesmo tempo – duas coisas coincidem ou são coincidentes.
Nesse caso, não há nenhuma relação com a ideia de "conhecer". Esse tipo de desvio pode ter origem numa espécie de acomodação do termo desconhecido ("coincidir" não é de uso coloquial) a uma palavra de sonoridade algo semelhante ("conheci"/ "coinci-").
Há outros casos como esse (dizer "figo" em vez de "fígado", trocar o "fuzil" em vez de trocar o "fusível", "destrinchar o frango" em vez de "trinchá-lo" etc.). Isso sem entrar no campo dos parônimos, que são aqueles termos parecidos, mas de significados diferentes (fragrante/ flagrante, eminente/iminente, vultoso/ vultuoso etc.),  e sem levar em conta os que confundem "luxúria" com "luxo" ou "vultuoso" com "voluptuoso" etc. O fato é que o "erro" do outro é aquele que "dói nos ouvidos"…
Houve quem se queixasse da forma "vinhesse" ("que vinhessem em paz"). Esse também é um desvio do padrão culto, mas típico de uma das variantes da nossa língua (quem nunca ouviu essa forma?). Por tratar-se de uma variante não prestigiada, provocou incômodo em algumas pessoas. Para além do certo e do errado (definitivamente discutível quando se trata de língua), essa mistura de variantes linguísticas e também as "queixas" dos internautas têm algo a revelar: as manifestações realmente agruparam pessoas de diferentes estratos sociais, o que é relevante para quem se dispuser a analisar com profundidade o movimento. 




http://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br/2013/06/18/os-protestos-e-a-lingua-portuguesa/
POR THAÍS NICOLETI