20/09/2024

Crônicas: Época do rapidinho

  

  • Crônicas
  • Época do rapidinho

    Vivemos numa época em que tudo tem que ser rápido. Fast food, miojo, pratos prontos, micro-ondas, máquina de lavar etc.

    Tenho observado que nas redes sociais, imagens cômicas recebem várias curtidas, porém quando são textos que discutem ideias e nos fazem crescer intelectualmente e emocionalmente, os leitores "rapidinhos" "passam batidos" detestam leituras que os fazem pensar.

    Ontem fiz comentários numa postagem e como resposta recebi um emotion de uma carinha feliz.

    Infelizmente temos uma geração que não leem textos com ideias, será que lerão livros literários e se prepararão para os grandes vestibulares? Creio que não! Por isso que vemos pessoas cometendo desvios da norma culta de nossa língua, e quando estes são questionados sobre qualquer assunto, mesmo o mais banal se esquivam ou simplesmente discutem proferindo palavras rudes nuas de bons argumentos.

    Na escola, tenho observado a massa de alunos totalmente desmotivados em estudar, e serão os nossos profissionais que nos atenderão no circulo social, se eh que alguns chegarão a concluir pelo menos o ensino básico.

    Ósculo e amplexos

    Crônicas: Saudades de mamãe e sua data natalícia

     

    Saudades de mamãe e sua data natalícia

    Final de mais um fim de semana.

    Domingo caminha para dar lugar a noite que tolda o céu com as escuras nuvens, a lua com sua teimosia após ser encoberta, rompe e joga seu clarão neste meu recôndito do lar, pensamentos nada benéficos também como as nuvens vem e vão causando um pouco de tristezas.

    Solidão não sinto, mas um pouco de solitude, pois nessa semana estarei sempre relembrando uma pessoa muito especial que me trouxe a este orbe. Mamãe que sempre foi um motivo de inspiração para mim. Seus sábios conselhos de pessoa vivida, desde o ensinamento ao preparar os alimentos, como tratar com aqueles que me quer o mal, seu anelo para que eu jamais abandone meu mestre. Suas lágrimas de alegria quando eu chegava em sua humilde casinha, na qual ela vivia sozinha e por últimos anos sendo cuidada por meu inesquecível irmão Arcênio e sua esposa.

    4 de Abril. Difícil não ficar triste, pois seria seu aniversário, e hoje completam alguns anos que ela foi para sua morada eterna. A vida tem sido meio difícil, pois o ano de 2016 foi um ano de perdas: carro, família, declínio da saúde devido hipertensão, artrose que me obriga a trabalhar com dores, reestruturação de minha morada aqui no Riacho grande, com apenas um cômodo fechado, cozinha e WC faltando completar os cômodos. Ainda bem que tenho amigos que sempre tem me ajudado nessas lutas, privado de um melhor conforto com móveis e alguns gêneros de primeiras necessidades. Ontem 1 de abril, devido a cobrança da Sabesp comecei fazer a caixa de esgoto, chuva e barro não me impediram de adiantar bem.

    A vida, semelhante a uma roda gigante nos leva abaixo para em seguida nos içar para o alto, há momentos de lágrimas, que mesmo sem cair na face fica presa nas pálpebras, mas a garganta sente aquele aperto. Cada dia que amanhece com seus raios de sol é um convite para se alegrar, cantar e injetar no subconsciente que a vida vale a pena ser vivida.

    Crônicas: Pobre homem rico na calçada

     

    Pobre homem rico na calçada

    Ali estava ele estendido na calçada do bar. A noite estava fria, plena noite do final de abril, 22h45 minutos, bem frio e muito vento gélido às margens da represa bíllings. Do outro lado pós balsa, tinha vindo de carona com professor e desci por ali para aguardar meu transporte cotidiano , aos passos trôpegos devido minhas fortes dores nas articulações. Quando vi estava próximo dele, tive que desviar, pois alguns cães de rua prepararam para me atacar ferozmente, um fica ao lado do homem caído na sarjeta, e os dois cães se direcionam ao ataque! Não mostrei medo e fui bater um papo com o colega professor em sua moto.

    Trocamos algumas ideias e observamos o amor dos cães pelo homem caído, um deles ao seu lado enquanto dois faziam a vigilância, após estes animais constatarem que ele não corria perigo algum, deitaram ao seu lado, com certeza para aquecer o pobre ébrio.

    Comentamos que este senhor enquanto sóbrio tinha feito um profundo laço de amor com estes animais, e eles sempre mostrando seu lado de fidelidade, amor e proteção.

    Este pobre homem, nunca tinha visto, não sei de sua vida, se tem pai, mãe, filhos ou netos. Sua vida deve estar uma calamidade, pois fizera companheira a cachaça para tentar sair da triste realidade. Enquanto a chuvinha caia, veio a balsa e seguimos nosso destino, deixando para trás o pobre homem com seu destino, mas tendo consigo o amor de uns seres irracionais que muitas vezes são mais fiéis do que nós humanos.

    Interessante que este homem fez parte de minha história, mesmo sem conhecê-lo, em nosso andar diário vamos acumulando seres que sem pedir licença entram em nossa memória e em algum lugar fica arquivado por ali. às vezes fatos bem distante voam numa velocidade estrondosa e mexe com nossas emoções, fatos tristes, alegres, ou simples inutilidade que colecionamos em nosso labor diário. Nunca estamos sós, como já dizia o sábio pensador, em nós somos muitos e isso que conduz para alicerçar nossa identidade cultural, como as regras da vida,os valores sociais e religiosos. Como é salutar quando alguns fatos antigos nos visitam em nossas lembranças nos trazendo alegrias, e em seguida abençoamos estes seres que nos fizeram bem, sei algum leitor não sabe, mas a origem da palavra benção é falar bem de alguém. Mesmo as lembranças ruins da vida sempre nos fisgam para uma reflexão e sabedoria serão seus frutos.

    O homem ébrio, segue seu caminho, seu destino sua sina, talvez nunca mais o veja, mas este simples fato ficou impregnado em minhas lembranças. Ele é pobre materialmente mas é rico por ser amado pelos animaizinhos!

    Ósculo e amplexos!

    Crônicas: Literatura versos realidade

     

    Literatura versos realidade

    Há alguns dias li uma postagem na rede social em que foi afirmado sobre pastores criticando um grande clássico da literatura. O livro"A Cabana" Já li este livro e como em todas as narrativas, tive minhas viagens no campo da ficção, deleitando no entretenimento como é mister os romances. Nas narrativas o autor, fica na berlinda e existe um Eu Lírico nos poemas ou narrador nas narrativas. Este compara se a um fantasma que conta sua história, fala com seus leitores. Em fim sempre aquele que conduz a uma viagem. Autor desaparece e tem a fala do outro. Nós leitores precisamos sempre diferenciar a fantasia da realidade, pois nunca citações, máximas, contos, romances ou novelas devem ser entendido racionalmente. Estou quase no final do romance do Augusto Cury "O sentido da vida", aqui o narrador tem o poder de voltar no tempo do nazismo e vive os horrores deste período. Concluindo: Tenho um perfil na rede social em que me divirto com postagens dos grandes pensadores, jamais e nunca veja que eu vivi o que posto, pois tudo escrito eh para reflexão e ajudar os leitores a fugir um pouco da realidade e viajar no campo da fantasia.

    Ósculo e amplexos!