06/09/2014

O menino e o carvão - Reflexão


O garoto chega em casa pisando forte e diz ao pai:

- Estou com muita raiva do Lucas, papai! Ele me envergonhou na escola e agora eu desejo tudo de ruim pra ele!

O pai então o leva até o quintal, com um saco de carvão e diz:

- Filho, quero que jogue os pedaços de carvão naquele lençol que está pendurado no varal, como se ele fosse o Lucas.


O filho sem entender, mas empolgado com a brincadeira, faz o que o pai pediu.


Ao final, o garoto diz estar feliz por ter sujado uma parte do lençol, como se fosse o coleguinha.


O pai então o leva diante do espelho e para a surpresa do garoto, a aparência dele era tão preta, que mal conseguia enxergar os próprios olhos. O pai então concluiu:


- Veja meu filho, o mal que desejamos aos outros é como esse carvão. Ele pôde até sujar um pouco do lençol, mas na verdade o maior prejudicado foi quem o jogou.

Primeiros socorros - Noções básicas


Árvore das Lágrimas



Não se sabe quem a plantou, nem quando. Uma das referências mais antigas é do viajante Emilio Zaluhar, em seu livro Peregrinação pela Província de São Paulo, publicado em 1862:
A centenária Árvore das Lágrimas, uma frondosa figueira da espécie benjamina, situada na altura dos números 515 e 535 da Estrada das Lágrimas, é ainda hoje conhecida nas imediações dos bairros do Sacoman e do Ipiranga, mas pouco familiar aos paulistanos em geral.
"Pouco mais adiante do Ipiranga encontra-se uma belíssima figueira brava, cujos galhos bracejando em sanefas de verdura, formam um bonito dossel em toda a largura da estrada (“Caminho do Mar”). É este o sítio das despedidas saudosas. Aqui vêm abraçar-se, e jurar eterna amizade, aqueles que se separam para, em opostas direções da estrada, seguirem depois, e quantas vezes na vida, um caminho e um destino também diverso."
A figueira ocupava um ponto estratégico em São Paulo no século XIX. Marcava o limite da cidade, onde se encontravam as últimas casas e começava a estrada de terra que levava ao litoral, o Caminho do Mar. Até aquele ponto, os viajantes eram acompanhados em comitiva, para as despedidas junto ao início da estrada. Ali também eram decerto recepcionados os que retornavam a São Paulo. Conta-se que a árvore foi marco de despedida de expedições para a Guerra do Paraguai (1865 – 1870). Os familiares dos voluntários que partiam para a luta podiam acompanhá-los somente até a frondosa figueira.
Com a construção da São Paulo Railway em 1867, as viagens a cavalo ou carruagem pelo antigo Caminho do Mar foram lentamente substituídas pelo trem e o local preferido para as despedidas e recepções tornou-se a plataforma da Estação da Luz. Aos poucos, a Árvore das Lágrimas foi perdendo seu significado emocional e simbólico. Até que, em 1909, o proprietário do terreno tentou derrubá-la. O jornal O Estado de S.Paulo deu destaque ao fato, mobilizou a opinião pública e o terreno acabou sendo doado à municipalidade.
O prefeito Firmiano Pinto, em 1920, mandou construir uma mureta com grades ao redor da figueira para protegê-la, onde afixou uma placa de bronze, com um poema de Eugênio Egas, que se conserva até hoje:
Sou a árvore das lágrimas
e das saudades.
Sob a minha sombra
corações sem número
separaram-se aflitos.
[...]
Vi e admirei,
vejo e admiro,
hei de ver e admirar,
a vertiginosa marcha triunfal
do progresso paulistano.
Viajante que me contemplas,
descobre-te!
Ao longo do século XX, a velha figueira foi celebrada de diversas formas. Ela foi tema do pintor Oscar Pereira da Silva numa tela de 1936, intitulada “A Árvore das Lágrimas”, pela qual recebeu o Prêmio Histórico da Prefeitura de São Paulo. No Dia da Árvore de 1952, a Sociedade Geográfica Brasileira homenageou-a com a inauguração de mais uma placa de bronze, desta vez afixada no próprio tronco, com os dizeres:
Esta árvore não pode ser tocada. Foi semente, embrião de monstro. Alma latente, na terra a germinar. Aspirando num sonho obscuro, vagamente, ao Infinito, à Vida, à Luz Vermelha, ao Ar. (Guerra Junqueiro. São Paulo, Brasil, 1952).
Durante os festejos pelo IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954, a árvore voltou a ser lembrada e incluída em alguns roteiros turísticos. Nos anos 80, foi relacionada entre a Vegetação Significativa no Município de São Paulo, por iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, tendo o seu corte proibido.
Com o crescimento da cidade, o traçado do Caminho do Mar integrou-se à malha viária urbana, recebendo a denominação de Estrada das Lágrimas no trecho onde se ergue a figueira. Alheia à passagem do tempo, a árvore se integrou à nova paisagem e continua a guardar as chegadas e partidas cotidianas, agora dos carros, ônibus e caminhões que passam apressados.
http://www.independenciaoumorte.com.br/acontece/item/71-%C3%A1rvore-das-l%C3%A1grimas.html

A Formiga e a Cigarra - Reflexão

1-     Reflexão: A cigarra e a formiga

Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde nem no bate-papo como os amigos ao final do expediente de trabalho tomando uma cervejinha. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome, “sempre”.
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer, sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta, entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome ao lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra, dentro de uma Ferrari, com um aconchegante casaco de visom. E a cigarra falou para a formiguinha:
– Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
– Claro, sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar essa Ferrari?
– Imagine você que eu estava cantando em um bar, na semana passada, e um produtor gostou da minha voz. Fechei o contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?
– Desejo sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE!

MORAL DA HISTÓRIA: “Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas de La Fontaine”