30/08/2014

ACIMA OU A CIMA?


ACIMA OU A CIMA? JUNTO OU SEPARADO?
Usa-se ACIMA( junto) para indicar posição superior. Exemplos:
João é um aluno ACIMA da média.
Às vezes, é preciso colocar a razão ACIMA do coração.
Destaque os substantivos da frase ACIMA.

Usa-se  A  CIMA quando se pode substituir por PARA CIMA
Ele me olhou de baixo A CIMA.
A roupa está rasgada de baixo A CIMA.
"Observação"
A mesma regra vale para ABAIXO E A BAIXO
a) Usa-se abaixo para indicar posição inferior.

Exemplos:
O aluno deu uma resposta abaixo da média.
Esse povo vive abaixo da linha da pobreza.

b) usa-se a baixo quando se substitui por para baixo. É só trocar a preposicão para por a
Exemplo:
Ela me olhou de cima a baixo.

A


10 ERROS FATAIS NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO


10 Erros de português que acabam com qualquer entrevista de emprego.
A Revista Veja, edição 2177, n. 32, de 11 de agosto de 2010

 1. Deixei meu emprego porque houveram algumas dificuldades na empresa em que eu trabalhava.  
Houve dificuldades. Haver, no sentido de existir, é impessoal e não admite flexão. Nunca, em hipótese alguma.

 2. Ela estava meia ameaçada de falência.
Meio ameaçada. Os advérbios são invariáveis. Não têm, portanto, concordância de gênero.

 3. Inclusive o chefe reteu meu último pagamento.
O chefe reteve: “reter” deve seguir a conjugação do verbo do qual é derivado, “ter”.

 4. Segue anexo aqui, com meu currículo, dois trabalhos que fiz.
Seguem anexos, porque são dois trabalhos: cuidado com a concordância verbal (seguem dois) e também com a concordância nominal (trabalhos anexos).

 5. Aliás, estudei na mesma faculdade aonde o senhor deu aula.
Onde o senhor deu aula: aonde (a + onde) só cabe depois de verbos que indicam movimento. Por exemplo, “fui aonde o senhor me mandou”.

 6. Mas não terminei o curso por causa que decidi seguir outra carreira.
Porque decidi: “por causa que” é mais do que errado – nem sequer existe.

 7. Agora já fazem cinco anos que trabalho nesta área.
Faz cinco anos: quando o verbo “fazer” indica tempo, é sempre impessoal – faz um ano, e faz cem anos.

 8. Qualquer coisa que passem para mim fazer, eu entrego no prazo.
Para eu fazer: antes de verbo, nunca se usa pronome obliquo. Só o pessoal é permitido.

 9. Tenho certeza de que, se eu dispor de uma boa equipe, poderei trazer mais clientes para a companhia.
Se eu dispuser é o correto. Como no item 3, os verbos derivados de ter, vir e pôr não podem ser conjugados de forma regular. Por exemplo: se ele vier, jantaremos. E, se eu intervier, essa briga vai acabar.

 10. Espero que eu seje aprovado. Preciso de trabalhar.
Dois erros inadmissíveis de uma vez só. O primeiro é a conjugação “seje”, que não existe no português. Espero que eu seja aprovado é o correto. O outro erro grave é de regência “Precisar” é um daqueles verbos cheios de truques: conforme o significado, requer ou dispensa preposição. No sentido de ter necessidade e seguido de verbo no infinitivo, ele não aceita preposição: preciso trabalhar.

O assassino era o escriba


"Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente 
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida 
regular como um paradigma da primeira conjugação. 
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, 
Ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. 
Casou-se com uma regência. 
Foi infeliz. 
Era possessivo como um pronome. 
E ela era bitransitiva. 
Tentou ir para os EUA. 
Não deu. 
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. 
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas , 
conectivos e agentes da passiva , o tempo todo 
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça" 


No poema, o autor usa de ironia e duplo sentido quando se refere aos termos empregados nas aulas de gramática, no tocante ao uso exaustivo de nomenclaturas. Para os alunos, esses nomes complicados não dizem nada, principalmente quando devem resolver listas de exercícios que os deixam profundamente irritados a ponto de desejaram matar o professor com "um objeto direto na cabeça" 

É preciso, pois, que a gramática seja ensinada dentro de um contexto, levando o aluno a entender por que deve aprender os conteúdos e como usá-los na produção de texto.