15/12/14

O elevador da vida

A vida é como um elevador,
Tem os seus altos e baixos!


Há dias em que nos sentimos em cima
Alegres e satisfeitos
Contemplando por baixo dos nossos pés
A afortunada imensidão.


Outros dias sentimo-nos em baixo
Infelizes e desgostosos
Tentando perceber o porquê
de tanta solidão.


Ás vezes também estagnamos
Adormecidos, sem reação
Esperando que alguém
Nos traga a salvação.


Há ainda quem tenha medo da vida
E não a tente sequer viver!


Mas porquê esta fobia?
A vida é mesmo assim,


Corremos o risco de cair, magoar e ferir
Mas também nos dá a possibilidade
De subir, de crescer, de viver
De alcançar o céu e os sonhos mais coloridos!


Por isso não tenha medo …
Entre no elevador da vida
E desfrute do que ele tem para oferecer.

http://algarve-saibamais.blogspot.com.br/2014/09/elevador-da-vida.html

25/11/14

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Quem tem boca ‘vaia’ Roma? Buuuu!


asterix em romaEsta é uma lenda que tudo indica ser recente, fruto da sabichonice que corre solta na internet, mas isso não a impede de enganar um grande número de pessoas.
Naquele afã de corrigir o mundo que leva à disseminação de bobagens como “risco de morte” para substituir a tradicional locução “risco de vida” (leia mais sobre issoaqui), começou a circular há algum tempo a tese de que o provérbio “Quem tem boca vai a Roma” está simplesmente errado.
O correto seria, uau, “Quem tem boca vaia Roma”. É o que garantem, muitas vezes com cômica gravidade, sites amadorísticos como este:
Hoje, na nossa cultura, é comum vermos pessoas dizendo, equivocadamente: “Quem tem boca vai a Roma”. É um adágio que tem seus méritos. Valoriza as pessoas esforçadas e que não se envergonham de perguntar. Afinal, quem pergunta e questiona consegue ir aonde bem quiser. Todavia, não podemos deixar de dizer que a forma correta desse ditado é: “Quem tem boca vaia Roma”. É justamente isso que as pessoas faziam em relação aos “deslizes” dos imperadores e as formas de governo que definhavam o império: vaiavam Roma.
Em alguns desses textos, atribui-se indevidamente a tese da vaia ao professor de português Pasquale Cipro Neto. Este já a rejeitou com veemência, mas a sabichonice não esmorece tão facilmente.
Dito existente há séculos, “Quem tem boca vai a Roma” é registrado em numerosos dicionários portugueses e brasileiros. Apenas um exemplo: em seu “Dicionário de Provérbios”, Raimundo Magalhães Jr. afirma o seguinte:
O sentido desse provérbio é o de que não é difícil ir a um lugar longínquo e desconhecido pela primeira vez, quando não se tem acanhamento de pedir informações constantemente sobre o rumo a seguir.
Há dois caminhos para provar que se equivocam aqueles que, sem nenhuma base histórica, tentam corrigir o velho provérbio. O primeiro é um passeio até o português antigo, no qual encontramos esta variante: “Quem língua tem, a Roma vai e vem”. Como se vê, a vaia não tem vez aqui.
O segundo caminho nos afasta do português e nos põe diante de provérbios equivalentes em outros idiomas, todos com o mesmo sentido que Magalhães Jr. expõe acima. Por exemplo: o espanhol tem “Preguntando se va a Roma” e o francês, “Qui langue a, à Rome va”.