02/06/16

Nada é de graça...- Rubem Alves



" a metade de uma aula em uma universidade, um dos alunos, inesperadamente perguntou ao professor:
- você sabe como se capturam os porcos selvagens?
O professor achou que era uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem respondeu que não era uma piada, e com seriedade começou sua dissertação:
- você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e puxando um pouco de milho no chão. Os porcos vêm diariamente a comer o milho de grátis. Quando se acostumam a vir diariamente, você constrói uma cerca ao lado do local onde eles se acostumaram a vir. Quando se acostumam com a cerca, eles voltam para comer o milho e você constrói outro lado da cerca...
Eles voltam a acostumar-se e voltam a comer. Você vai pouco a pouco até instalar os quatro lados do cercado em torno dos porcos, no final instala uma porta no último lado. Os porcos já estão habituados ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. É aí quando você fecha o portão e captura a todo o grupo.
Simples assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles começam a correr em círculos dentro da cerca, mas já estão sujeitos. Depois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Ficam tão acostumados a isso que esquecem como caçar por si mesmos, e por isso aceitam a escravidão; mais ainda, mostram-se gratos com os seus captores e por gerações vão felizes ao matadouro.
O jovem comentou com o professor que era exatamente isso que eu via acontecer no seu país, no seu estado, em sua cidade, no seu povo.
Onde governos ditatoriais, escondidos sob o manto "Democrático", Lhes esteve jogando milho gratuito pelo tempo suficiente para alcançar a mansidão sistemática.
Cada novo " Governo Salvador " disfarçando em programas de ajuda suas esmolas, dá dinheiro, missões, planos, remissão, leis de " Protecção ", Subsídios para qualquer coisa, expropriações indevidas, programas de "Bem-estar social", Festas, feiras ou festivais, uniformes, úteis, transporte "Grátis", G R A T I s!
Toda essa gratuidade que nos oferecem os governantes e cheia de felicidade para um povo acostumado com as migalhas do milho fácil e gratuito, roubam-nos a capacidade de ser críticos pensantes e pessoas empreendedoras.
No entanto, claro que nada nos saiu de graça. "Não existe almoço grátis".
Finalmente, se você se dá conta de que toda essa maravilhosa " ajuda " Governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia no nosso país, deveria compartilhar esta mensagem."

AMPLEXO



Mãe, me dá um amplexo?
A pergunta pega Cinira desprevenida. Antes que possa retrucar, ela nota o dicionário na
mão do filho, que completa o pedido:

- E um ósculo também.
Ainda surpresa, a mulher procura no livro a definição das duas estranhas palavras. E encontra. Mateus quer apenas um abraço e um beijo.

Conversa vai, conversa vem, Cinira finalmente se dá conta de que o garoto, recém-apresentado às classes gramaticais nas aulas de Português, brinca com os sinônimos. "O que vai ser de mim quando esse tiquinho de gente cismar com parônimos, homônimos, heterônimos e pseudônimos?", pensa ela, misturando as estações. "Valha-me, Santo Antônimo!" E emenda:

- Pára com essa bobagem, menino!

- Ah, mãe, o que é que tem? Você nunca chamou cachorro de cão? E casa de residência? E carro de automóvel?

- É verdade, mas...

Mas a verdade é que Cinira não tem uma boa resposta.

- E meu nome é Mateus - continua o rapaz. - Só que você me chama de Matusquela.

- Ei, isso não vale. Matusquela é apelido carinhoso.

- Sei, sei. Tudo bem se eu usar nosocômio e cogitabundo em vez de hospital e pensativo?
E criptobrânquio no lugar de mutabílio?

- Mutabílio? O que é que é isso?

- O mesmo que derotremado, ora. Tá aqui no Aurélio.

Está mesmo. É um bichinho. Mas pouco importa. A mãe questiona a opção do menino por vocábulos incomuns. Mateus sai-se com esta:

- A professora disse que aprender palavras é como ganhar roupas e guardar numa gaveta. Quando a gente precisa delas, tira de lá e usa. Cada uma serve para uma ocasião, por mais esquisita que pareça. Igual à querê-querê roxa que você me deu no último aniversário. Lembra?

Como esquecer? Cinira nem se dá ao trabalho de consultar o dicionário. Sabe que a explicação para essa última provocação está no verbete camiseta.


Amplexo aos internautas

Esposa surda - Só para refletir


Um homem telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.
A atendente pergunta:
- Qual o problema de sua esposa ?
- Surdez ! Não ouve quase nada.
- Então, o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la fará um teste,
para facilitar o diagnóstico do médico. Sem que ela esteja olhando, o
senhor, a uma certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que
distância ela consegue ouví-lo. Então, quando vier, dirá ao médico a que
distância o senhor estava quando ela o ouviu.. Certo ?
- Está certo.
À noite, enquanto a mulher preparava o jantar, o senhor decidiu fazer o
teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou:
Estou a 10 metros de distância. Vai ser agora !
- Júlia, o que temos para o jantar ?
Nada. Silêncio. Aproxima-se a 5 metros
- Júlia, o que temos para jantar ? Nada. Silêncio.
Fica a 3 metros de distância:
- Júlia, o que temos para o jantar ?
Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Júlia! O que temos para o jantar ?
- Frango !

- Puta que pariu.
É a quarta vez que eu respondo !

NORMALMENTE, NA VIDA, PENSAMOS QUE AS DEFICIÊNCIAS SÃO DOS OUTROS E NÃO
NOSSAS.

APENAS PARA REFLITIR…