31/08/2014

Ilha das flores - Atividades sugeridas após o documentário


Atividade realizada a partir do documentário Ilha das Flores
Objetivos da Prática Pedagógica:
·         apresentar os princípios da Economia Solidária;
·         questionar a legitimidade do modo de produção capitalista;
·         divulgar a existência de grupos sociais organizados solidariamente nas relações econômicas.
Características do grupo a quem foi aplicada a prática:
Alunos maiores e menores de idade, empregados, desempregados, donas-de-casa, alunos em liberdade assistida, moradores da periferia e muitos deles moradores em favelas.
Dinâmica de trabalho adotada na prática pedagógica:
·         levantamento do conhecimento prévio e das hipóteses dos alunos sobre o assunto;
·         apresentação dos documentários;
·         momento para os alunos se posicionarem, opinarem;
·         realização simultânea do registro dos depoimentos;
·         realização de debates a respeito dos pontos polêmicos de cada documentário;
·         elaboração do registro individual.
Recursos necessários para a aplicação:
·         Vídeos do youtube: Ilha das Flores
·         computador;
·         projetor (canhão);
·         tela;
·         vídeos do youtube gravados em DVD;
·         aparelho reprodutor de DVD;
·         televisão.
Breve currículo do autor da prática pedagógica:
Estevam Rubens Gonçalves Moura – Biólogo formado pela Universidade de São Paulo;  Especialista em Educação pela PUC-SP;
Professor Efetivo da Rede Municipal de Ensino da Prefeitura do Município de São Paulo no Ensino Fundamental II (Ciências da Natureza) e Médio (Biologia); Professor de Biologia da Rede Particular de Ensino da Cidade de São Paulo.
RELATO
O relato seguinte resultou de uma síntese do que foi observado com as duas classes.
I) O professor apresentou o nome do documentário e solicitou que os alunos formulassem hipóteses a respeito do que seria apresentado. As hipóteses foram registradas, por uma aluna, na lousa, lá mantidas até o término da exibição. Houve também o registro, pelo professor, num caderno. Elas são as seguintes:
a) Filme que fala do cultivo de plantas, cheias de flores.
b) Esse filme deve apresentar um lugar muito bonito, pois tem flores.
c) Deve ser um filme sobre amor, lua-de-mel.
d) Deve ser um lugar bem bonito e bem legal, mas deve ser longe, pois é uma ilha.
e) Alguns alunos (meninos adolescentes) falaram que era “filme de boiola”, de torcedor do São Paulo Futebol Clube.
f) Deve ser um lugar que se chega apenas de barco ou de navio.
g) Tem ponte ligando essa ilha?
II) O professor não analisou nenhuma das hipóteses, não disse quem acertou ou errou. Ele não realizou nenhum comentário sobre o documentário.
III) Exibição do documentário sem interrupções, mas com os alunos se manifestando espontaneamente. O professor apenas solicitava um pouco de silêncio quando acontecia alguma exaltação.
IV) Após o término da exibição, o professor realizou algumas perguntas e as respostas foram registradas na lousa, numa coluna ao lado das hipóteses anteriormente formuladas.
Gostaram do filme?
O que vocês acharam? Era aquilo que vocês pensaram?
Como vocês se sentiram?
Por que essa situação acontece?
Daria para modificar essa situação?
As respostas e comentários foram os seguintes:
a) Nada a ver. Muito feio e triste.
b) Isso realmente é de verdade? Isso aconteceu? Claro, alguém disse. Você já não viu pessoas e crianças fuçando no lixo aqui em São Paulo?
c) É mais feio do que nas favelas. Esse comentário foi seguido de protesto por alguns alunos que vivem em favelas.
d) Os caras deviam era comer os porcos. Qual? Os palmeirenses? Risadas e protestos.
e) Judiação daquelas crianças.
f) Como eu me senti? Sei lá. “Mó mal.”
g) Isso entristeceu a gente.
h) Acontece por que os caras têm filhos e não conseguem criar direito. Não tem grana. Salário descente, bom. Não tem nada a ver com não saber criar direito não. Eu até aposto que as mães devem ser domésticas, só que o salário é pouco.
i) Não sei se dá para modificar, tem gente que gosta, bom não é que gosta, mas que já está acostumada com pobreza. Eles não acham ruim viver assim. Nada disso. Ninguém gosta de viver no meio do lixo ou catando coisas no lixo. É por que não tem onde buscar as coisas mesmo.
V) O professor sugeriu exibir o documentário novamente na próxima aula, para que eles pudessem analisá-lo melhor. A reação da classe foi a seguinte:
a) Deixa disso. Está louco? Ver essa coisa triste novamente.
b) Não precisa não. Se vai passar um filme, um legal, bonito e alegre agora.
VI) Atividade para casa. Anotem no caderno.
A partir do que foi exibido no filme, você deverá pensar no seguinte:
“A sociedade brasileira deve ser desse jeito, com gente tendo que revirar o lixo para encontrar comida e outros materiais para sobreviver?”
A tarefa não irá valer nota. O professor recomendou que cada aluno escrevesse no caderno o que pensou e, caso quisesse, mostrar ao professor na próxima aula, depois de dois dias.

VII) Alguns alunos escreveram algumas coisas, dizendo que não concordavam com a miséria. Outros alunos falaram sobre o filme, pois entenderam que era para fazer um resumo do que viram e não se posicionaram. Alguns alunos aceitaram em ler o que escreveram. Outros pediram para que um colega lesse o que eles escreveram.
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